terça-feira, 31 de agosto de 2010

" posso te mostrar algo que escrevi ? "


...



" deixa pra lá . "

foi mal , olhos cordecéu .

"Algum tempo depois eu ainda via algo que ele escreveu em prol da nossa distância . E eu , durona, insensível e nojenta que sou, pedia ( ordenava ) para que ele apagasse.
coitado. "

eis que surge o tal do volúvel, o tal do " F ", o tal do éfe de efêmero .

fragmento de como é bom te ter na parede do meu quarto .

segunda-feira, 5 de julho de 2010

y alli estaba la ciudad, linda, iluminada , preguntandome por donde andaba , por que tarde tanto en volver a verla .

sábado, 3 de julho de 2010

passou o presente

são vinte e três horas e trinta e seis minutos.
me deu nó .

nó .
deu nó.
e o nó dói .

tchan ! caí .

segunda-feira, 14 de junho de 2010

hei , peçoau

saí da cidade .
me acharão em ares muito bons ..
quer dizer, acredito que na passagem do tempo não tenham se poluído .

no fundo , todos somos uma estampa de garrafa de vidro .

ele se jogou .
coitado.. mal sabia que o buraco no qual estava se jogando não era um buraco sem fundo .
tinha fundo ,olhem só . um fundo bem fundo , mas que em poucos kilometros seria atingido .
e ele o atingiu .
achando que conseguiria por fim se jogar naquele tão sonhado buraco sem fundo onde permaneceria eternamente à procura de um fundo , ele se jogou num buraco no qual o fundo aparecia com somente 3 kilometros e 127 metros de queda .
e como todo fundo de um buraco com fundo , ele chegou ao fundo .
chegou e ficou lá .
ele chegou ao fundo do fundo do buraco e ficou lá , posicionado, algo meio que como uma estampa de garrafa de vidro .
sentiu a dor do fundo .. do fundo dele e do buraco , não a dor física exatamente de uma queda , ou não SOMENTE a dor física exatamente de uma queda .
doeu, doeu tanto,mas tanto que nem conseguiu chorar , ficou estático , sozinho , abandonado , como uma estampa de garrafa de vidro agarrada à garrafa vazia .

vazio .. vazio vazio .