eu te vi
e foi horrível .
como nunca foi e como parece que sempre será.
você abaixa a cabeça com o cabelo na cara e eu continuo a andar com cara de pó cinza.
minha cara de pó cinza vai te decepcionar.
vai se lembrar de mim e dizer "oh, pobrecita, ya no la quiero, no me gusta el polvo gris " .
e eu continuarei a passar do seu lado, tentando disfarçar a minha angústia de não não não.
quero voltar a ter 17 anos e isso como dói .
minhas esperanças em relação ao amor acabaram .
sou um pó cinza agora !
me assopra, por favor.
domingo, 29 de janeiro de 2012
mira, ahora yo también soy normal .
afunda
afunda
afunda
eu deito e lembro desta cidade sem sol que tanto me afoga.
quero ir embora.
sim, me desfiz. Estou em processo de demolição, até virar um nada, um pó cinza. Me transformar nesse pó cinza que todxs são, virar mais um pó cinza a andar pelas ruas e fazer sua vida de pó cinza.
virei um pó cinza, t, mais um pó cinza a andar pela rua.
Somos todos unos putos polvo gris .
afunda
afunda
eu deito e lembro desta cidade sem sol que tanto me afoga.
quero ir embora.
sim, me desfiz. Estou em processo de demolição, até virar um nada, um pó cinza. Me transformar nesse pó cinza que todxs são, virar mais um pó cinza a andar pelas ruas e fazer sua vida de pó cinza.
virei um pó cinza, t, mais um pó cinza a andar pela rua.
Somos todos unos putos polvo gris .
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
alguém sabe da minha caixinha ?
às vezes sinto uma pressão dentro de mim . como um emaranhado pulsante que de vez em quando sacia de alguma forma, mas continua a pulsar.
meu corpo se estende, não entende, tenciona. vacila.
às vezes sinto que meus braços desgrudam do meu troco. eu não sei o que fazer com eles . tenho vontade de guardá-los na caixinha preta que fica bem no meio das minhas costelas . me constrangem. às vezes me limitam.
.
e ainda , além disso , além de tudo isso, há uma menina apertando minha pele e descrevendo meu sorriso. sou uma pessoa constrangida. eu sorrio, envergonhada, de ter sorrido envergonhadamente .
meu corpo se estende, não entende, tenciona. vacila.
às vezes sinto que meus braços desgrudam do meu troco. eu não sei o que fazer com eles . tenho vontade de guardá-los na caixinha preta que fica bem no meio das minhas costelas . me constrangem. às vezes me limitam.
.
e ainda , além disso , além de tudo isso, há uma menina apertando minha pele e descrevendo meu sorriso. sou uma pessoa constrangida. eu sorrio, envergonhada, de ter sorrido envergonhadamente .
terça-feira, 1 de março de 2011
e eu ficarei surda .
há uma menina no meu bolso !
é ela que fica me soprando palavras e embelezando-as .
é uma beleza triste .
numa lajota de sacada nos esfumaçamos , numa noite que não lembro a temperatura, lembro apenas dos meus tímpanos, e dela .
após muito tempo desse momento , ela me presenteou com mais palavras belas .
belas e tristes .
talvez um dia ela já não tenha mais palavras para me presentear e assim , suma do meu bolso.
talvez eu até a encontre por aí .
muda .
muda .
é ela que fica me soprando palavras e embelezando-as .
é uma beleza triste .
numa lajota de sacada nos esfumaçamos , numa noite que não lembro a temperatura, lembro apenas dos meus tímpanos, e dela .
após muito tempo desse momento , ela me presenteou com mais palavras belas .
belas e tristes .
talvez um dia ela já não tenha mais palavras para me presentear e assim , suma do meu bolso.
talvez eu até a encontre por aí .
muda .
muda .
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